Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

4 de junho de 2017

A "Carreira da Índia"

Pormenor de uma carta náutica (ou carta de navegar - de marear), cerca de 1550
Depois da viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia (Vasco da Gama, em 1497/1499), passou a realizar-se uma viagem anual entre Lisboa e os portos do Oriente (Goa, Cochim e, por vezes, Malaca). A viagem era realizada por um conjunto de navios.
Essa ligação marítima e o respetivo regresso ficou conhecida por Carreira da Índia.

Goa

«Foi considerada a viagem maior e mais árdua de quantas há nos descobrimentos.»
Essa rota de navegação à vela prolongou-se por mais de três séculos.
A nau foi o navio por excelência da Carreira, mas também eram utilizados galeões e, nos finais do século XVII e no século XVIII, fragatas.

Nau

A capacidade das naus sofreu grandes transformações: 100 toneladas de média na viagem de Vasco da Gama, 200 a 300 toneladas na armada de Pedro Álvares Cabral, 1000 toneladas atingidas em 1518 (embora a média deva ter ficado nas 400 a 600 toneladas no século XVI e 800 a 1000 toneladas no século XVII).


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