25 de Abril de 1974 - Salgueiro Maia (à esquerda) e Maia Loureiro (de dedos em V) acabam de assegurar a adesão do Regimento de Cavalaria 7 à Revolução, ultrapassando o confronto que esteve eminente na Av. Ribeira das Naus. Fotógrafo: Eduardo Gageiro
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

12 de novembro de 2014

Correção da Ficha Formativa e do TPC do 6.º D

Ao 6.º D

podem deixaram de encontrar aqui o TPC realizado para a aula de hoje (aquele de que o Rafael falou e... eu deixei "escapar" a correção)...

Atenção às perguntas 2 e 3 e à síntese sobre a sociedade (pergunta 7).


A propósito da ficha formativa que já corrigi, avaliei e vos entreguei (exceção do João F, Rúben e Nádia - fiquei com as vossas fichas), chamo a vossa atenção para a questão n.º 8, sobre os grupos sociais (de que fizemos um registo escrito na aula).

Na última questão da ficha formativa, em que vos era pedido para apresentar duas características da sociedade portuguesa da primeira metade do século XVIII, a maioria dos alunos falou mais do poder absoluto do rei do que dos grupos sociais.

Deviam ter realçado a estratificação social, isto é, a existência de grandes diferenças entre os grupos privilegiados e os não privilegiados.
Essa distinção muito marcada tinha por base o grupo onde se nascia: quem nascesse no grupo da nobreza, na nobreza deveria permanecer; quem nascesse no chamado terceiro estado (povo e burguesia), no terceiro estado deveria permanecer.
À partida, os elementos do clero não teriam filhos. O alto clero ia sendo constituído por pessoas oriundas da alta nobreza e da própria família real; o baixo clero ia sendo constituído por pessoas de origens mais humildes.

Dentro de cada grupo social ou ordem também havia vários estratos - alta nobreza/baixa nobreza; alto clero/baixo clero; burguesia/povo. Nem falamos dos escravos, que ainda existiam.

Havia, portanto, pouca mobilidade social - não era fácil alguém não privilegiado passar a ter uma posição privilegiada. Havia, no entanto, alguns burgueses que, pela sua educação, podiam desempenhar funções importantes (altos funcionários, magistrados) e ascender à nobreza (era a chamada nobreza de toga*).

Para além da origem, os grupos privilegiados distinguiam-se mais pelos seus cargos/funções e pelos seus direitos (privilégios) do que pela sua riqueza.
Havia burgueses que podiam ser mais ricos do que muitos nobres e do que a grande maioria do clero, mas isso não era razão suficiente para serem considerados privilegiados. Continuavam a ter mais deveres, como o pagamento de rendas e impostos.


NOTA
Nobreza de toga* - Nas aulas não falámos nesta designação.

BOM ESTUDO
Dúvidas (como não nos vemos amanhã): podem escrever para carloscarrasco9@gmail.com


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