Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

20 de janeiro de 2013

As (muitas) invasões e conquistas


Quando nas aulas falamos de conquistas...
     ... e os Romanos conquistaram/dominaram a Península Ibérica
     ... e os Visigodos conquistaram/dominaram a Península Ibérica
     ... e os Muçulmanos conquistaram/dominaram (quase toda) a Península Ibérica

... não significa que os exércitos invasores/conquistadores tenham matado toda a população que aqui vivia. Isso seria a desgraça absoluta... para todos!!!


Quem conquista e passa a dominar um território precisa de quem trabalha, de quem cultive a terra e produza os alimentos.


Nas guerras, há os que morrem, os que ficam feridos e, em épocas antigas, havia os que eram transformados em escravos.
Mas, qualquer que fosse o povo que ficasse a dominar, a maioria da população continuava a fazer a sua vida: cultivar os campos, criar o gado, pescar, fazer o pão, fazer os tecidos, fazer os objetos de barro ou de ferro, comerciar os mais variados produtos, pagar impostos, obedecer a quem manda...

Qual a diferença, então? A diferença é o senhor que governa e a quem se tem de obedecer e pagar os impostos.

Pintura de Brueghel, em 1616 - O cobrador de impostos
Sim, a história dos impostos é uma longa história, quase tão antiga como o Homem.
Isso vocês aprenderão.

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