Palácio da Ajuda - Exposição sobre D. Maria II (2021)
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

27 de outubro de 2013

Ficha de Avaliação (1.ª do 1.º período) - 5.º B e 5.º C

As turmas do 5.º B e do 5.º C vão realizar a primeira ficha de avaliação de História e Geografia de Portugal, nos próximos dias 31 de outubro e 4 de novembro, respetivamente.

Os alunos dessas turmas podem encontrar aqui os conteúdos que vão ser abordados na ficha e aquilo que devem saber, com um guião que lhes poderá orientar o estudo.

Caso tenham dúvidas, podem contactar pelo mail carloscarrasco9@gmail.com


26 de outubro de 2013

Ficha de Avaliação (1.ª do 1.º período) - 6.º D e 6.º I

As turmas do 6.º D e do 6.º I irão fazer a ficha de avaliação sobre o primeiro subtema, na próxima 6.ª feira, dia 1 de novembro.
Para facilitar o estudo, podem encontrar aqui informação sobre o que devem estudar/saber informação sobre o que devem estudar/saber para a ficha.

As dúvidas que surjam quando estiverem a estudar podem ser remetidas para carloscarrasco9@gmail.com


24 de outubro de 2013

As regiões climáticas da Península Ibérica

As regiões climáticas da Península Ibérica, conforme apresentadas no vosso manual.


Clima temperado marítimo - temperaturas amenas ao longo de todo o ano; chuvas regulares, mais frequentes no inverno.

Clima temperado de características continentais - temperaturas baixas no inverno e elevadas no verão; precipitação fraca.

Clima temperado mediterrâneo - temperaturas amenas no inverno e elevadas no verão; precipitação fraca.

Clima de montanha -  Invernos muito frios e verões amenos; queda de neve frequente no inverno.


Relevo da Península Ibérica

Relevo da Península Ibérica


No centro da Península Ibérica existe um extenso planalto - a Meseta Ibérica - rodeado de cordilheiras (a Norte, Este e Sul) e atravessado pela Cordilheira Central.

As planícies localizam-se no litoral, sobretudo na parte terminal de rios, como o Tejo e o Guadalquivir.


A Fossa das Marianas

Primeiro texto produzido por um aluno, este ano letivo.

A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11.034 metros. Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas.
A fossa é muito profunda porque se encontra numa zona de fronteira das placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas.    

Localização da Fossa das Marianas no Oceano Pacífico
           
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger (1875) e Challenger II (1951), da Marinha Real Britânica. O local foi baptizado, então, de Challenger Deep.
Em 1960, um batiscafo (submarino pequeno para grandes profundidades) da Marinha dos Estados Unidos atingiu a Depressão Challenger a 23/1/1960. Não houve hipóteses de tirar fotografias por causa das janelas serem tão pequenas, do tamanho duma moeda, para o batiscafo resistir à pressão.



A 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, utilizou um ROV e o seu mini submarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, em que provaram que há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nestas profundidades. 


Texto de Miguel Mesmoudi (5.º B)


23 de outubro de 2013

Zonas climáticas

As zonas climáticas

Existem 3 zonas climáticas: as zonas frias (do norte e do sul), perto dos pólos; a zona quente, em torno do Equador; as zonas temperadas (do norte e do sul), entre as zonas frias e a zona quente.

A Península Ibérica situa-se na zona temperada do norte. Tal significa que o seu clima apresenta quatro estações distintas, destacando-se uma mais fria e chuvosa (o inverno) e outra mais quente e seca (o verão).

A temperatura (medida em graus) e a precipitação (medida em milímetros) são os principais elementos que caracterizam o clima de uma região.


Os principais rios da Península Ibérica

Os principais rios da Península Ibérica

Os principais rios da Península Ibérica nascem no interior da Península, nas zonas montanhosas (como podem ver aqui), e desaguam, na sua maioria, no Oceano Atlântico.
Dos rios representados neste mapa, só o Rio Ebro e o rio Júcar desaguam no Mar Mediterrâneo.

O caudal dos rios, isto é, a quantidade de água que os rios transportam, está associado à precipitação.
Portanto, o caudal varia conforme as estações do ano.

Rio Tejo num período de menor precipitação

Rio Tejo num período de maior precipitação
O caudal é maior


Geralmente, os rios do Norte apresentam maior caudal, porque correm em zonas de maior precipitação.

Rio Douro

21 de outubro de 2013

Formas de relevo

Relevo são as diferentes formas que a superfície da Terra apresenta

Montanhas

As montanhas são formas de relevo elevadas, com picos altos (altitudes superiores a 1000 metros) e vales profundos.

Vales
Vale glaciar do Zêzere

Vales são espaços de menor altitude situados entre dois montes, onde pode correr um rio.

Planaltos

Os planaltos são formas de relevo relativamente elevadas (altitudes superiores a 200 metros), com a parte superior plana.

Planícies

As planícies são formas de relevo planas e de altitude inferior a 200 metros.


20 de outubro de 2013

Elementos do mapa

Para uma interpretação correta dos mapas, é necessário que estes contenham 4 elementos:
- Título
- Legenda
- Orientação
- Escala


O título indica o assunto ou fenómeno representado no mapa.

A orientação indica a direção do mapa em relação à rosa dos ventos (pode estar indicado, apenas, o norte).

A legenda informa o significado dos símbolos e das cores utilizados no mapa.

A escala indica o número de vezes que a realidade foi reduzida no mapa.


Linhas imaginárias (linhas de referência)

Para ajudar a localizar os diferentes lugares da Terra, os geógrafos dividiram os globos e os mapas com linhas imaginárias.
As linhas imaginárias são:
- Eixo terrestre
- Equador
- Paralelos
- Meridianos

Eixo da Terra
Linha que passa pelo centro da Terra
(é em torno deste eixo que a Terra executa o seu movimento de rotação)

Equador
O Equador é a linha que divide a Terra em dois hemisférios: o hemisfério norte e o hemisfério sul.

PN - Pólo Norte
PS - Pólo Sul

Paralelos
Linhas paralelas ao Equador.
A partir do Equador medem-se os graus Norte e Sul

Meridianos
Linhas que têm a direção Norte - Sul, passam pelos Pólos e dividem a Terra em duas partes iguais.

O meridiano principal passa por Greenwich, uma localidade perto de Londres, sendo designado como Meridiano de Greenwich.
O meridiano de Greenwich serve de referência para medir os graus Este e Oeste. 


Planisfério com as várias coordenadas geográficas que nos permitem localizar os pontos terrestres: Equador, paralelos e meridianos.


Rosa dos ventos

A rosa dos ventos é a representação gráfica de todos os pontos cardeais e colaterais.
A rosa dos ventos permite-nos orientar na leitura de um mapa.


Pontos cardeais:
N - Norte
S - Sul
E - Este
O - Oeste

Pontos colaterais:
NE - Nordeste
NO - Noroeste
SE - Sudeste
SO - Sudoeste


Localização da Europa e da Península Ibérica

O continente europeu em destaque (assinalado a vermelho). 

Europa. O círculo vermelho assinala a Península Ibérica.

Península Ibérica - fotografia de satélite

Península Ibérica - os limites naturais


19 de outubro de 2013

Os continentes e os oceanos

No planisfério podemos observar os continentes e os oceanos.


Os oceanos ocupam a maior parte da superfície da Terra. Por esse motivo, a Terra é conhecida como o Planeta Azul.



 Os continentes (do maior para o menor):
     
      1 - Ásia
      2 - América
      3 - África
      4 - Antártida
      5 - Europa
      6 - Oceânia
Os oceanos (do maior para o menor):
1 - Pacífico
2 - Atlântico
3 - Índico
4 - Glacial Ártico
5 - Glacial Antártico



Formas de representação da Terra

Formas de representação da superfície da Terra:


Globo

É a forma mais fiel de representar a Terra, porque tem a forma esférica, a mesma da Terra.


Planisfério

Mapa que representa a totalidade da superfície terrestre; tem a forma plana.


13 de outubro de 2013

Paulo da Gama

A propósito do patrono da escola (e do agrupamento), a sua biografia.

Paulo da Gama era o irmão mais velho de Vasco da Gama e foi seu companheiro na viagem à Índia, comandando a nau S. Rafael. É desta nau a imagem do Arcanjo S. Rafael, santo patrono do navio, que se encontra numa das salas do Museu de Marinha, em Lisboa.

Arcanjo S. Rafael (Museu de Marinha)
Na viagem de regresso, a nau, não estando em condições,
foi queimada, mas a imagem passou para o navio
de Vasco da Gama. Nas viagens seguintes que fez à Índia,
Vasco da Gama levou-a consigo.

Em Calecute, Paulo da Gama ficou encarregado do comando de toda a esquadra, enquanto Vasco da Gama foi a terra conferenciar com o soberano. Durante a viagem de regresso a Portugal adoeceu gravemente, possivelmente de tuberculose. Na tentativa de salvar o irmão, Vasco da Gama fretou uma caravela em Santiago (Cabo Verde), para chegar mais rapidamente.

Tendo aportado na ilha Terceira (Açores), em Julho de 1499, Paulo da Gama viria a falecer no dia seguinte ao da entrada no porto de Angra. Foi sepultado na igreja de Nossa Senhora da Guia do convento de S. Francisco (atualmente Museu de Angra do Heroísmo), onde pode ser vista a lápide evocativa da sua sepultura.

Lápide existente na Igreja do Convento de S. Francisco
(Angra do Heroísmo)
Segundo a tradição, a família dos Gamas teria propriedades na região do Seixal, nomeadamente na zona em que funcionou a primitiva escola Paulo da Gama, por isso lhe foi dado o seu nome.
Brasão dos Gamas sobre o portão de entrada na Quinta da Fidalga (Arrentela)
Visita do 9.º 8 ao Museu de Angra do Heroísmo (1997)
500 anos depois da partida de Vasco e de Paulo da Gama para a
viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia.


História da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama


A escola Paulo da Gama, desde a sua instalação na Amora, há 40 anos, passou por diferentes fases e conheceu diferentes designações, de acordo com a evolução verificada no sistema educativo, desde Escola Preparatória a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e sede do Agrupamento Vertical de Escolas Paulo da Gama.
A sua história começou na outra margem do rio Judeu, em terrenos da atual Escola Secundária José Afonso.

Pavilhões pré-fabricados nas Cavaquinhas (1996)
Em 1964, foi criada a secção do Seixal da Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro (EICEN), onde foram ministrados o ciclo preparatório do ensino técnico e outros cursos definidos por despacho ministerial. Esta secção funcionou provisoriamente no antigo edifício da Casa da Infância da Mundet (atual Colégio das Joaninhas), na Amora, transitando, em 1965, para um conjunto de pavilhões pré-fabricados no Bairro das Cavaquinhas (Arrentela).

Antiga Creche da Mundet (Amora), adaptada a
Escola Técnica Industrial e Comercial (1964)
Sala de Aula na antiga Creche da Mundet (1964)
Em 1967, em substituição do ciclo preparatório do ensino técnico, o Ministério da Educação criou o ciclo preparatório do ensino secundário, o qual começou a funcionar em Outubro de 1968, autonomizando-se no interior da secção do Seixal da EICEN, pelo que os pavilhões em que decorriam as suas aulas passaram a constituir uma unidade escolar independente com o nome de Escola Preparatória de Paulo da Gama. Esta designação foi proposta pela Câmara Municipal do Seixal, homenageando o irmão mais velho de Vasco da Gama, seu companheiro na viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia e presumível proprietário de terras localizadas no atual concelho do Seixal (zona da Quinta da Fidalga - Arrentela).

Pavilhões pré-fabricados nas Cavaquinhas.
Corredores interiores (1996)
Pavilhões pré-fabricados nas Cavaquinhas.
Interior de uma sala de aula (1996)
Três anos depois, em maio de 1971, há notícia do começo dos trabalhos para a construção da nova escola do Ciclo Preparatório a erigir na Quinta do Conde [de Portalegre], ao Correr d'Água (Amora). As entidades locais falavam numa explosão demográfica no concelho do Seixal e o aumento da população escolar era uma das preocupações. A escola "do Ciclo" a construir destinava-se a substituir a das Cavaquinhas, que ficaria exclusivamente para escola Industrial e Comercial, e era considerada a solução para uma situação "muito deficiente" no tocante aos estabelecimentos de ensino.

Escola Preparatória de Paulo da Gama
Acabada de construir (1973)
Outubro de 1973 é a data de abertura do novo edifício escolar - a ainda atual escola Paulo da Gama, nome que herdou da escola das Cavaquinhas.
O Diretor, o escultor Joaquim Gomes Barbosa, acompanhou o processo de transferência de instalações da escola, mantendo-se no cargo até ao final desse ano letivo (1973/74).
Inicialmente, a escola funcionou só com o 2.º Ciclo e chegaram a frequentá-la, no mesmo ano letivo, mais de 1500 alunos, distribuídos por quase 60 turmas, incluindo as do ensino noturno.

Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama (2007)
(perspetiva semelhante à anterior)
A partir do ano letivo de 1991/92, a escola passou a lecionar o 3.º Ciclo de escolaridade, havendo uma redução progressiva das turmas do 2.º Ciclo à medida que os alunos transitavam de um ciclo para o outro.

O Despacho n.º 13313/2003, de 8 de julho, criou o Agrupamento Vertical de Escolas Paulo da Gama, constituído inicialmente por cinco estabelecimentos de ensino, desde o Ensino Pré-Escolar até ao 3.º Ciclo do Ensino Básico: Escola do 1.º Ciclo (EB1), com Jardim de Infância (JI) do Fogueteiro, JI da Quinta do Conde de Portalegre, EB1 da Quinta do Conde de Portalegre e escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos (EB 2,3) Paulo da Gama.
A Comissão executiva Instaladora do Agrupamento liderou a gestão no ano letivo de 2004/05.
A 1 de setembro de 2008, a EB1 das Paivas passou a integrar o Agrupamento, que se manteve assim constituído até hoje.


E a história continua a fazer-se!...


10 de outubro de 2013

Escola Paulo da Gama em festa

A Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama comemora os 40 anos da sua instalação no Correr d'Água (Amora).



6 de outubro de 2013

O açúcar e o ouro do Brasil - para o 6.º ano estudar

A propósito do que estamos a tratar nas aulas - 6.º D e 6.º I - podem encontrar informação sobre o aproveitamento dos recursos do Brasil em apresentações disponíveis no blogue. Poderá ser útil, sobretudo para quem ainda não tem manual.
Basta fazerem pesquisa nas "Etiquetas" (coluna do lado esquerdo) Açúcar e Brasil que chegarão às mensagens que têm links para essas apresentações.


5 de outubro de 2013

Palácio das Necessidades

No dia em que se festeja a implantação da República em Portugal, pude visitar o Palácio das Necessidades, o palácio real abandonado pelo último rei de Portugal, D. Manuel II, a 4 de outubro de 1910, em fuga para Mafra, depois do bombardeamento do palácio pelos navios de guerra favoráveis aos republicanos.


Foi D. João V quem mandou edificar o palácio, em 1742, mas só a partir de D. Maria II (quase 100 anos depois) se tornou residência real.

Aqui ficam algumas imagens do palácio.