25 de Abril de 1974 - Salgueiro Maia (à esquerda) e Maia Loureiro (de dedos em V) acabam de assegurar a adesão do Regimento de Cavalaria 7 à Revolução, ultrapassando o confronto que esteve eminente na Av. Ribeira das Naus. Fotógrafo: Eduardo Gageiro
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

23 de abril de 2017

Mosteiro de Alcobaça


O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça era o maior do reino e um dos maiores da Ordem de Cister em toda a Europa (o terceiro, em dimensão). 
Foi o quarto mosteiro da Ordem de Cister em Portugal, mas o primeiro a ser construído de raiz.
Atualmente, para além de Monumento Nacional, está classificado como Património Mundial da Humanidade.

O Mosteiro de Alcobaça foi fundado na sequência de uma doação de D. Afonso Henriques e de sua mulher, D. Mafalda, ao abade D. Bernardo do Mosteiro de Claraval, da Ordem de Cister, a qual estava em plena fase de expansão.

Carta de doação do couto de Alcobaça à Ordem de Cister
Através da carta de doação, que está datada de 8 de abril de 1153, era cedido um extenso domínio régio situado entre Leiria e Óbidos, banhado pelo oceano Atlântico a Oeste e limitado pelas “cimalhas de Aljubarrota” (serra dos Candeeiros). Este território tinha sido recentemente conquistado aos mouros.

A doação obrigava à instalação de um mosteiro cisterciense em Alcobaça, a partir do qual se deveria fazer o repovoamento, cultivo e valorização económica desses terrenos (o couto de Alcobaça), o que era fundamental para fortalecer o domínio cristão numa área mal povoada e que não ficava longe da fronteira com os muçulmanos.



Os trabalhos de construção prolongaram-se por sete décadas, o que não será estranho se atendermos à dimensão das construções, ao facto do reino estar em guerra (Reconquista Cristã) e haver falta de meios humanos e materiais. 
A construção segue os traços das construções de outras abadias da Ordem. É muito provável que tenham vindo de França os seus principais mestres-construtores.




Sala dos Reis

Cozinha

 O mosteiro teve obras que se desenvolveram já depois do fim da reconquista, com o objetivo de aumentar o conjunto monástico, como o claustro de D. Dinis, já no século XIV. 




Isto faz com que haja diferentes estilos arquitetónicos na sua construção: o românico, no início, e o gótico, mais tarde, que se torna predominante. 
E já alguns séculos depois se fizeram novos acrescentos e alterações. A fachada principal da igreja é do início do século XVIII, em estilo barroco.



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