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Cerimónia de aclamação da rainha D. Maria I
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5 de janeiro de 2017

Ammaia - cidade romana na Península Ibérica

A cidade romana de Ammaia localizava-se no Alto Alentejo (no atual concelho de Marvão, distrito de Portalegre), a sul do rio Tejo (Tagus).

Para além de Ammaia, destaquei as cidades de Lisboa (Olisipo), a verde,
e Mérida (Emerita Augusta), capital da província da Lusitânia, com a seta azul 

Assim seria a cidade de Ammaia
Ao fundo, a serra de S. Mamede
Assim seria a Porta Sul
Assim seria o espaço que vemos em ruínas nas figuras abaixo
Entrada sul da cidade (parte interior)


Ruínas da cidade de Ammaia (zona interior da entrada sul)
Assim se encontram as ruínas da Porta Sul

Ammaia foi fundada no início da Era Cristã, isto é, muito próximo da época do nascimento de Cristo, quando o Império Romano era governado pelo seu primeiro imperador: Augusto.

A cidade foi criada de raiz, ou seja, foi planeada e construída num local onde não existia outra povoação. Localizava-se perto da estrada romana que ligava cidades do litoral atlântico à capital da província da Lusitânia, a cidade de Mérida (chamada, na época, de Emerita Augusta, em homenagem ao imperador).



Assim seria a cidade e uma das suas ruas principais

Ammaia foi um centro urbano de grande importância na região onde se localizava.
Nessa região desenvolveu-se a agricultura e a criação de gado (bovino, ovino e suíno), mas também a exploração dos recursos minerais, nomeadamente o ouro (perto do Tejo) e o cristal de rocha (na serra de S. Mamede) para o fabrico do vidro e de joalharia.
A cidade entrou em declínio a partir do século V, com o fim do Império Romano, e foi sendo abandonada.


Assim seriam o forum (englobando um templo) e as termas

Depois de ter estado esquecida durante muitos séculos, nas últimas duas últimas décadas esta antiga cidade romana foi objeto de investigação por parte dos arqueólogos.
Existe um museu - Museu Cidade de Ammaia - onde podem ser vistos muitos objetos relativos às vivências da cidade.
Muito interessante!

Museu Cidade de Ammaia - Entrada
Pode-se ver uma maqueta de como seria a cidade


5 de março de 2013

Ânforas romanas descobertas em Lisboa

Foram descobertos vestígios arqueológicos romanos na zona Ribeirinha de Lisboa. Trata-se de meia centena de ânforas provenientes de todo o império romano e depositadas a quatro metros do nível das águas do mar.

Ver aqui

31 de janeiro de 2013

5.º 8 - Trabalhos de Grupo

Constituição dos Grupos para o trabalho sobre os romanos e respetivo tema:

Grupo A  -  Tema: As estradas romanas
Bruna
Daniel

Grupo B  -  Tema: As construções romanas
Eliana
Fafá
Fany

Grupo C  -  Tema: O exército romano
João
Rúben

Grupo D  -  Tema: As atividades económicas
Margarida
Mariana
Pedro

Recordo os livros que já aqui indiquei sobre os romanos, os quais podem/devem ser consultados na Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos.

9 de dezembro de 2012

As construções romanas

É ainda hoje visível, pelos mais diferentes vestígios, a grande variedade de construções romanas na Península Ibérica.

As estradas ou vias romanas.

 

 
As pontes.


Os aquedutos, que transportavam a água.


As termas, local onde se tratava da higiene e se convivia.


Os teatros, onde se realizavam as representações.


E ainda praças públicas (fóruns), templos, etc.

As atividades económicas no período romano

Os romanos desenvolveram as atividades económicas.

Na agricultura, cultivavam o trigo, a vinha (para a produção do vinho) e a oliveira (para a produção do azeite).



Colher o trigo, já com a ajuda de uma máquina

Apanha da azeitona
Lagar de azeite - a produzir azeite,
enchendo de imediato as ânforas
para o seu transporte

Lagar de vinho
Exploraram pedreiras e minas.

 

 



Surgiram muitas olarias, onde se fabricavam materiais de construção, objetos de uso quotidiano, como a loiça doméstica, e, as ânforas, para o transporte de azeite, vinho, conservas de peixe, frutos secos, etc.
 

 
Em Portugal, em locais do litoral, foi muito importante a indústria da salga de peixe, feita em tanques de que nos chegaram muitos vestígios.
 
Tanques de salga de peixe
Com a maior produção, o comércio recebeu um grande incremento.
 

 
Os produtos circulavam Império Romano, sendo o mar Mediterrâneo a grande via de comunicação entre as várias províncias do Império.
 

5 de dezembro de 2012

Ficha de Avaliação - 5.º 8 e 5.º 9 (2 - 1.º Per.)

As turmas do 5.º 8 e do 5.º 9 vão realizar a segunda ficha deste período nos dias 11 e 10 de dezembro, respetivamente.

Para além da informação fornecida na sala de aula, os alunos destas turmas podem encontrar AQUI um conjunto de informações úteis, nomeadamente os conceitos (vocabulário) que devem conhecer e uma listagem do que devem saber para realizar uma boa ficha.
Se imprimirem essas listas, podem ir conferindo o que estudam/já sabem.

Espero que vos seja útil, ajudando a melhorar os resultados.
Bom estudo!

Qualquer dúvida poderá ser-me enviada através da caixa de comentários (escrevam o vosso nome no fim, para se identificarem) ou do correio eletrónico: carloscarrasco9@gmail.com


P.S. - Vou procurar acrescentar algumas imagens mais, aqui no blog, sobre os temas de estudo para a ficha.

2 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (2)

Nas escavações da olaria foi recolhida uma importante coleção de cerâmica romana: fragmentos e peças de loiça doméstica e de ânforas, que eram a principal produção da olaria.
 
 
A loiça doméstica (pratos, tigelas, jarros, potes, tachos, etc.)
seria destinada às populações locais, para a
preparação, consumo e acondicionamento de alimentos
 
Desenho do que seria a cozinha de uma casa romana
 
 
As ânforas destinavam-se a ser enchidas com conservas de peixe
e, provavelmente, vinho.
 
Na época romana, as ânforas eram o que se pode chamar o melhor contentor para transportar, a longa distância, as conservas e outros preparados de peixe, vinho, azeite, frutos secos, mel, cereais, etc.
Pelas suas formas, acondicionavam-se bem nas embarcações que as transportavam.
 
Carregamento de mercadorias, incluindo ânforas

Forma de transportar ânforas
 
Na olaria da Quinta do Rouxinol também foram encontrados suportes
(n.ºs 1 a 5 da última figura) onde encaixavam os pés (bicos do fundo) das ânforas,
ajudando a mantê-las direitas durante as viagens.
 
 

 
Na olaria da Quinta do Rouxinol seriam, igualmente, produzidas lucernas, os utensílios mais comuns para iluminação, utilizando azeite ou outro tipo de óleo.
 
 

1 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (1)

Na próxima 2.ª feira, o 5.º 8 vai participar numa sessão de arqueologia experimental dinamizada pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Na conversa preparatória da atividade, falei dos fornos romanos da Quinta do Rouxinol, em Corroios.
Os fornos faziam parte de uma olaria da época romana, classificada como Monumento Nacional.
Essa olaria terá funcionado desde finais do século II até ao início do século V.

Nessa época, os objetos de cerâmica eram de grande utilização.
Existiam muitas olarias, as quais fabricavam uma grande variedade de objetos: loiça de cozinha, recipientes para armazenagem, candeias (lucernas), ânforas para transporte de produtos líquidos ou sólidos, etc.



Em 1986 iniciaram-se as escavações arqueológicas, as quais permitiram encontrar os vestígios dos fornos (3 no total) e uma grande quantidade de peças de loiça e de ânforas, que ali teriam sido produzidas.

















 Um dos fornos encontrado e os muitos "cacos".



As imagens são do Ecomuseu Municipal do Seixal/Centro de Documentação e Informação e Centro de Arqueologia de Almada.
Podem ser vistas no livro Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo, publicado em 2009, quando da inauguração da exposição Olaria Romana da Quinta do Rouxinol (Correios/Seixal), ainda patente no Museu Nacional de Arqueologia - ver aqui.

Os Romanos na nossa Biblioteca

Existem na Biblioteca Escolar da Paulo da Gama alguns livros bem interessantes sobre os Romanos.

 
 
Este último não fala só do Império Romano, mas tem muita informação sobre os Romanos.

30 de novembro de 2012

Império Romano - Cronologia

753 a.C. – Data da fundação de Roma.
 
Séc. IV a.C. – Através de guerras contra outros povos, os Romanos passam a controlar a zona centro e o Sul da Península Itálica.

290 a.C. – Os Romanos controlam toda a Península Itálica.



Batalha entre Romanos e Cartagineses
Meados do século III a.C. – Início das guerras entre os Romanos e os Cartagineses; o objetivo principal era o domínio do Mediterrâneo Ocidental e as suas costas.
 
218 a.C. – Durante essas guerras, os Romanos desembarcam em Ampúrias (costa leste da Península Ibérica), obrigando os Cartagineses a abandonarem as feitorias que aqui tinham estabelecido.

 202 a.C. – Os Romanos dominam todo o litoral da Península Ibérica, dos Pirenéus até à Foz do rio Guadalquivir.
 
Viriato - estátua
194 a.C. – Primeiro conflito armado entre Lusitanos e Romanos. Os Romanos saem vencedores.

154 a.C. a 138 a.C. – Os Lusitanos, comandados por Viriato, fazem guerra aos Romanos. Viriato seria assassinado.

82 a.C. a 72 a.C. – O general romano Quinto Sertório, chefiando os Lusitanos, inflige várias derrotas às legiões romanas. Mas os Lusitanos acabam por ser derrotados.


Imperador Octávio
Durante todo este período, os Romanos foram alargando o seu domínio sobre outros territórios em redor do Mar Mediterrâneo, construindo um império.

27 a.C. – Octávio torna-se imperador de Roma.

19 a.C. – Roma consegue o domínio sobre toda a Península Ibérica.

96 a 180 – Será o período mais estável e de maior desenvolvimento do Império Romano.

Império Romano no séc. II (território de cor verde)
257 – Iniciam-se as invasões bárbaras.

303 – O imperador Diocleciano ordena uma grande perseguição e repressão dos cristãos.

312 – O imperador Constantino põe fim à perseguição dos cristãos e converte-se ao cristianismo.

380 – O imperador Teodósio torna o cristianismo a religião oficial do Império.

395 – Divisão definitiva do Império Romano em Império do Ocidente e Império do Oriente (também chamado Império Bizantino, com capital em Constantinopla, cidade que já se tinha chamado Bizâncio).

Império do Ocidente e Império do Oriente
476 – Fim do Império do Ocidente: o imperador Rómulo Augústulo é deposto após a invasão da Península Itálica e de vários ataques a Roma.  

1453 – Fim do Império Romano do Oriente: os Turcos Otomanos conquistam Constantinopla.