H

H
Cerimónia de aclamação da rainha D. Maria I
Mostrar mensagens com a etiqueta Estado Novo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estado Novo. Mostrar todas as mensagens

15 de junho de 2011

Oposição durante o Estado Novo (após 1945)

Em 1945 terminou a II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados, Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e União Soviética (país que englobava a actual Rússia, a Ucrânia e outras repúblicas) sobre as forças do Eixo (as ditaduras - Alemanha, Itália e Japão).


Gen. Norton de Matos
  A oposição aproveitou a ocasião para realizar manifestações, passando mensagens anti-salazaristas.
Em Agosto de 1945 falhou uma tentativa de golpe militar, liderada pelo general Norton de Matos.

A 5 de Outubro do mesmo ano, por ocasião do aniversário da implantação da República, a oposição exigiu o fim do Estado Novo, "em nome do espírito [democrático] dos Aliados".
Salazar prometeu realizar eleições "tão livres como na livre Inglaterra" para a Assembleia Nacional (Parlamento).

Mas durante todo o tempo do Estado Novo, nunca a oposição conseguiu participar em eleições realmente livres, nas mesmas condições do partido único que apoiava o regime. A oposição nunca conseguiu eleger um único deputado.

António Oliveira Salazar
Só em 1958 a oposição conseguiu apresentar e levar até ao acto da votação um candidato às eleições presidenciais: o general Humberto Delgado. As limitações postas à campanha e as fraudes cometidas fazem com que não seja possível saber o verdadeiro resultado dessas eleições. A vitória foi do candidato do regime, Almirante Américo Tomás, que ainda era Presidente da República quando do 25 de Abril de 1974.

Nos 30 anos que vão de 1945 a 1974, houve mais greves e manifestações, sucederam-se mais 3 tentativas de revolta e foram descobertas mais 3 conspirações.
Finalmente, a 25 de Abril de 1974, os militares organizados no Movimento das Forças Armadas puseram fim à ditadura.

14 de junho de 2011

Oposição durante o Estado Novo (até 1945)

Em Janeiro de 1934, aconteceu a primeira tentativa revolucionária para derrubar o Estado Novo, levada a cabo por civis com apoio militar.
Houve levantamentos populares em muitas localidades, incluindo o Seixal.

Verificou-se ainda mais uma revolta, em Setembro de 1935, mas o regime ditatorial controlou a situação.

Em 4 de Julho de 1937 deu-se um atentado à bomba contra Salazar, na Av. Barbosa du Bocage, em Lisboa. Grande terá sido o susto: a força da explosão fez com que o chefe do Governo, que estava a sair do carro, caísse para dentro do mesmo. Mas saíu ileso.


A cratera que a bomba provocou na avenida

 Verificaram-se, ainda, movimentos grevistas, sobretudo no início da década de 1940, quando já decorria a II Guerra Mundial (1939 - 1945).

3 de junho de 2011

Características das ditaduras

Voltaram a colocar esta dúvida numa das aulas de hoje: por que razão é que se diz que, no Estado Novo, se vivia numa ditadura?

Oliveira Salazar
As ditaduras são um tipo de regime político em que alguém (ou um pequeno grupo de pessoas) concentra os poderes. Isto é, poderes que deviam estar divididos pelo Parlamento, pelo Governo, pelo Presidente da República, centram-se numa pessoa. No Estado Novo (a partir de 1933), pelo prestígio que ganhou, foi o chefe do Governo, António de Oliveira Salazar que concentrou esses poderes.
E para que esse poder não seja posto em causa - seja forte - não são respeitados os direitos e as liberdades fundamentais dos cidadãos, nomeadamente a liberdade de expressão, a liberdade de manifestação e de reunião. Assim não há oportunidade para críticas - ninguém pode pôr em causa quem tem o poder.