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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

25 de agosto de 2015

Batalha de Alcântara (25 de agosto de 1580)

A 25 de agosto de 1580, deu-se a Batalha de Alcântara, nos arrabaldes da cidade de Lisboa.
De um lado, D. António, Prior do Crato, à frente de um pequeno e fraco exército; do outro, o forte exército comandado pelo Duque de Alba, um dos generais de Filipe II de Espanha.

D. António procurava opor-se às pretensões do rei espanhol ao trono português, após a morte do Cardeal-Rei D. Henrique, mas foi facilmente derrotado.
D. Filipe II iniciaria a 3.ª dinastia da monarquia portuguesa, a dinastia filipina.



24 de agosto de 2015

A 24 de agosto de 1820, a Revolução Liberal

Campo de Santo Ovídio, actual Praça da República, na cidade do Porto

«Raiou finalmente o dia 24 de Agosto. Ao amanhecer o coronel Cabreira reuniu a artilharia no campo de Santo Ovídio, fez dizer uma missa, a que ele assistiu com os soldados e no fim dela, uma salva de artilharia de 21 tiros, anunciou aos habitantes do Porto que um grande feito estava começando.»
Xavier de Araújo, A Revolução de 1820 - Memórias

Era o início da revolução liberal.


21 de agosto de 2015

600 anos da conquista de Ceuta

Conquista de Ceuta
painel de azulejos da autoria de Jorge Colaço (Estação de S. Bento - Porto)

Foi a 21 de agosto de 1415 que as forças portuguesas entraram em Ceuta.
A conquista desta cidade, localizada na costa marroquina (norte de África) e de onde se podia controlar o estreito de Gibraltar, foi o ponto de partida da expansão portuguesa.
A sua tomada aos mouros por D. João I culminou uma expedição militar longamente preparada. O assalto da cidade, em si, deu-se num só dia, pois a resistência foi fraca (a estratégia seguida teria facilitado a conquista, embora os desenhos e pinturas dêem a ideia de bravos combates).


A ação militar permitia expandir o cristianismo em território muçulmano - em 1413 já havia sido nomeado um bispo de Ceuta - e oferecia à nobreza a possibilidade de manter o exercício das armas, desempenhar cargos militares e administrativos e alcançar títulos e rendas.
Dominando o estreito de Gibraltar, Portugal diminuía o perigo da pirataria na costa sul do reino.

Por outro lado, Ceuta possuía um importante porto de passagem de duas grandes rotas comerciais no norte de África: a que era proveniente do interior do continente, pela qual afluíam ao Mediterrâneo o ouro, os escravos e os produtos tintureiros, e a rota com origem no Egipto e que trazia os produtos orientais que chegavam àquele país: as especiarias e as sedas. Atrair o comércio destes produtos para Lisboa era o objetivo dos mercadores das maiores cidades portuguesas - Lisboa e Porto.
Acresce que Ceuta se localizava a norte de ricas regiões produtoras de trigo, cereal necessário ao reino de Portugal.
A burguesia estava, por estes motivos, muita interessada na conquista e importante terá sido no caso o papel de João Afonso, Vedor da Fazenda Régia (1) e burguês abastado.

A frota reuniu-se em Lisboa e seguiu para Lagos, tendo partido desta cidade (ou de Faro) para Ceuta com cerca de 19 mil homens.



Atualmente, Ceuta pertence a Espanha, situação que tem origem na perda da independência de Portugal, em 1580. Mesmo com a Restauração da independência, em 1640, a cidade permaneceu fiel a Filipe IV de Espanha, situação reconhecida no tratado de paz assinado com a Espanha, em 1668.

Ceuta na atualidade

(1) - De uma forma simples, podemos dizer que os Vedores da Fazenda surgiram em 1370, no reinado de D. Fernando I, com a missão de fiscalizarem receitas e despesas do reino e da Casa Real. Sendo Vedor da Fazenda Régia, João Afonso teria por função verificar as despesas e receitas da Casa Real.